Mutirão para plantio de arroz na UPEPA Jaqueira

Neste Sábado dia 26/08 alguns membros do Kapi’xawa estiveram presentes no mutirão realizado no Sítio Jaqueira para preparar o plantio de arroz na localidade. O trabalho contou com poda da vegetação próxima aos taludes de plantio, preparação das caixas cheias, momentos de confraternização com direito a batidas saborosas de juçara e açaí, além de diversos momentos de aprendizagem sobre plantio de água e de arroz que são realizados há anos na propriedade. Agradecemos ao Newton pela oportunidade de aprendizagem!

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VOCÊ CONHECE AS SEMENTES CRIOULAS?

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São sementes tradicionais desenvolvidas e adaptadas que são mantidas e selecionadas por várias décadas através dos agricultores familiares, assentados da reforma agrária, quilombolas ou indígenas, com características bem determinadas e reconhecidas pelas respectivas comunidades. Estas sementes guardam em si a riqueza natural das nossas terras e, por isto, devem ser preservadas e disseminadas través das trocas de sementes, sendo passadas de geração em geração e preservadas nos muitos bancos de sementes que existem no Brasil.

A professora Lia Rejane Reinger, do Departamento de Fitotecnia da Universidade de Santa Maria (UFSM), destaca que as sementes crioulas constituem um imenso repositório genético não somente para as comunidades que as conservam, mas para toda a humanidade: “Vai além dos cenários locais e regionais, uma vez que seus genes são importantes para garantir a sobrevivência dos cultivos agrícolas que se esgotam em seu germoplasma pelos programas convencionais de melhoramento genético”.

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Sim, a nova ciência e tecnologia proporcionaram muitos avanços na área do melhoramento, mas teve um efeito negativo em relação à continuidade das espécies ou raças, e, ao negar a prática acima mencionada, criou-se alguns sérios problemas:

  1. Redução drástica na base alimentar dos povos: existem mais de 10.000 espécies de plantas comestíveis – os povos primitivos se alimentavam de 1.500 a 3.000 espécies – a agricultura antiga produzia com base em mais de 500 espécies – a agricultura industrial restringiu a base da nossa alimentação a 9 (nove) espécies, que são aquelas que dão mais lucro ao mercado. O trigo, arroz, milho e soja representam 85% do consumo de grãos no mundo.
  2. Crescente deficiência nutricional na alimentação humana: isso é conseqüência direta da redução de diversidade alimentar e também porque essas espécies oferecidas pelo mercado são pobres em muitos minerais e proteínas.
  3. Redução da biodiversidade: muitas espécies e variedades já se perderam e as monoculturas vão tomando conta do campo. Há também uma perda da diversidade genética e as plantas vão se tornando cada vez mais susceptíveis a pragas e doenças. A perda da diversidade desequilibra os sistemas – tanto os sistemas naturais como os cultivados.
  4. Crescente dependência de grande corporações empresariais: Algumas poucas empresas querem dominar a produção e distribuição de alimentos no mundo. Estamos cada vez mais dependentes dessas empresas para nos alimentarmos e, portanto sujeitos às suas decisões quanto ao que devemos comer e quanto devemos pagar por isso. A ofensiva dos transgênicos é parte dessa estratégia de controle e dominação.

As sementes não podem ser privatizadas ou contaminadas com genes estranhos à espécie, como acontece nos transgênicos, e nem tornar-se objeto de dominação dos povos por parte de corporações empresariais.

As sementes são patrimônio da humanidade, pois são um legado de nossos antepassados. Tão importantes para a existência humana que são constantemente celebradas e consagradas.

O futuro pertence àqueles que conservam e multiplicam as sementes crioulas.

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Saiba mais em: https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/revista-amanha/mais-sustentaveis-sementes-crioulas-conquistam-agricultores-do-nordeste-11287145#ixzz4p4nguQUY

https://viveirosabordefazenda.wordpress.com/2015/05/07/o-que-sao-sementes-crioulas/

http://www.mda.gov.br/sitemda/noticias/voc%C3%AA-sabe-qual-import%C3%A2ncia-das-sementes-crioulas

https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/revista-amanha/mais-sustentaveis-sementes-crioulas-conquistam-agricultores-do-nordeste-11287145

https://www.dodesign-s.com.br/voce-sabe-o-que-e-semente-crioula/

Você Sabia que na Mata Atlântica também tem Açaí?

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Poucos têm conhecimento, mas no Sudeste e Sul do Brasil há um primo muito próximo ao açaí amazônico, com ricas propriedades bem semelhantes e muito pouco exploradas. Trata-se do fruto da palmeira juçara (Euterpe edulis), nativo da floresta atlântica. Seus frutos alimentam tucanos, sabiás, periquitos, maritacas, jacus, tatus e capivaras.

Porém, a palmeira juçara corre risco de desaparecer e, consequentemente, causar um efeito cascata destruidor na Mata Atlântica, tudo isso por causa do corte ilegal para a retirada do palmito (para isso, é preciso derrubar a palmeira, que não se regenera quando cortada e leva mais de 7 ANOS para produzir novamente).

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Porém, existem alternativas que também geram boa renda ao produtor e evitam o desaparecimento da espécie, como produzir polpa dos frutos da palmeira ou vender mudas e sementes da palmeira. Além disso, a juçara pode ser usado no manejo agroflorestal que é uma ótima forma de conservação e ao mesmo tempo fonte de renda durante todo ano para os produtores.

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Do ponto de vista do consumidor é uma ótima e deliciosa pedida experimentar e consumir o Açaí de Juçara! E embora a polpa não seja a mesma do açaí amazônico, as semelhanças desde a cor arroxeada até o sabor, não fazem com que a polpa deixe a desejar! Além do sabor incrível, o fruto possui propriedades maravilhosas para o nosso organismo como: efeito antioxidante ao anti-inflamatório, com riqueza de elementos como cálcio, ferro, potássio e zinco, entre outros.

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Quer saber um pouco mais? Acesse os links:

http://redeglobo.globo.com/globoecologia/noticia/2011/07/parece-acai-mas-e-fruta-da-jucara.html

https://ndonline.com.br/joinville/noticias/polpa-do-fruto-da-palmeira-jucara-pode-ser-nova-fonte-de-renda-para-produtores-em-joinville

VI ENCONTRO EM HOMENAGEM AO DIA DO AGRICULTOR

Foi realizado nesse domingo (23/07) o VI Encontro em Homenagem ao Dia do Agricultor. O encontro aconteceu na comunidade de Santo Esperdião e foi recheado de alegria e fartura! Rolou um café da manhã recheado de quitutes deliciosos, uma celebração para agradecer ao cultivo e a todos aqueles que produzem nossos alimentos em diversas comunidades da região, produção de melado de cana e paçoca, além de dinâmicas, gincana, sorteio de produtos confeccionados pelas comunidades e muita prosa boa!!!
Deixamos aqui nossa gratidão pelas boas energias compartilhadas nesse dia tão especial. Parabéns a todos agricultores que estão sempre gerando os frutos que nos alimentam, que respeitam a terra, que são vários profissionais em um, que são guerreiros e que nos ensinam tanto!!!
O próximo encontro ficou marcado para acontecer na comunidade Gabriel Vargas e será no último domingo de julho de 2018.

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Visita UPEPA Vista Alegre

Neste Domingo (16/07) o kapi’xawa realixou uma visita ao Sítio Vista Alegre. Durante a visita fomos até a nascente do sítio que já foi isolada por iniciativa do Sr. Valdir com apoio do kapi’xawa, conversamos com o produtor sobre beneficiamento de frutas, avaliamos outras áreas de nascentes na vizinhança que precisam ser cuidadas e visitamos o SAF da propriedade. A seguir, alguns registros da visita:

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Mutirão para Colheita de Arroz

Voltando às atividades, ontem foi dia de mutirão pra colheita de Arroz cateto e inca na UPEPA Corrego Novo, propriedade da Dona Cenira e do Seu Edson, que foi beneficiada pelo Projeto Plantadores de Água (encerrado em Agosto de 2015). Memso com encerramentos do projeto,o desafio de plantar água não parou por ai e a sede de continuar cuidando da natureza resultou na criação da PLANTAGUA, Associação dos Plantadores de Água, composta pelas agricultoras e agricultores que participaram do projeto e muitos outros envolvidos.

O tabuleiro onde esses agricultores plantam seu arroz, primeiramente, é uma das forma de guardar água, ou melhor, plantar água, e devolve- lá ao lençol freático com maior eficiência. Segundamente, essa é uma técnica asiática de plantar arroz, ensinada pelo Newton Campos, proprietário do Sítio Jaqueira Agroecologia. Parte desse arroz que colhemos foi plantada em Outubro de 2016, no ERGA- SE (Encontro Regional dos Grupos de Agroecologia do Sudeste), onde houve vivências em várias propriedades que possuem as técnicas do plantio de água. Pra fechar o dia, demos um tibum gostoso no açude pra dar aquela revitalizada!


Não há coisa melhor do que a Agricultura Familiar Agroecológica, local de respeito, aprendizado, trabalho e muito sorriso! A agroecologia pode sim alimentar o mundo!!! Lembrem- se sempre de procurar saber donde vêm os alimentos que  você come e de valorizar o pequeno agricultor! Sem eles não somos nada! Gratidão a natureza por nos unir nessa causa!!!